No ano de 2011, já foram realizadas operações do POA em 71 municípios, resultando na fiscalização de 486 estabelecimentos comerciais e industriais, com apreensão de 75.891 quilos de carnes e derivados impróprios ao consumo, sendo que, destes, 33.100 quilos eram produtos clandestinos, isto é, produzidos sem a inspeção dos órgãos oficiais.
Além de ações repressivas, o POA também atua de modo preventivo. São distribuidos materiais explicativos que visam a esclarecer a sociedade sobre os riscos à saúde ao consumir alimentos mal conservados ou preparados em condições inadaquedas de higiene. O folder explica ainda a importância das fiscalizações nos locais que comercializam ou produzem alimentos de origem animal.
O POA busca principalmente a preservação da saúde dos consumidores de alimentos de origem animal, sobretudo quanto às carnes e seus derivados. A ingestão de produtos de origem animal impróprios ao consumo pode ocasionar sérios problemas à saúde dos consumidores, provocando doenças como salmonelose, gastroenterites, toxinfecções alimentares, toxoplasmose, câncer, alterações hormonais, teníase, cisticercose (que pode levar à morte) e botulismo (alto índice de mortalidade).
Além da proteção à saúde da população, também são foco nas operações do POA a preservação do meio ambiente e o combate à sonegação de impostos. A economia local acaba sendo beneficiada com a regularização de estabelecimentos que operavam à margem da lei, assim como há reflexos positivos para o Estado, que deixa de despender volumosos recursos em tratamentos de saúde de pessoas contaminadas por alimentos impróprios.
Os alimentos impróprios para o consumo encontrados pela fiscalização são imediatamente recolhidos e eliminados, por imposição legal. A perícia dos produtos apreendidos, quando necessária, é realizada pelo Laboratório Central (Lacen). Com o recebimento dos relatórios e documentos de fiscalização, o Ministério Público de Santa Catarina, de acordo com as irregularidades encontradas pelo Promotor de Justiça da Comarca, pode propor um termo de ajustamento de conduta, no qual quem cometeu a ilegalidade compromete-se a corrigir as anomalias em tempo determinado, além de arcar com medida compensatória pelo dano causado à sociedade.
Caso os documentos de fiscalização apontem a existência de algum crime, o Promotor de Justiça poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou propor a respectiva ação penal visando responsabilizar criminalmente os infratores."
Em Balneário Camboriú já houve a realização de duas ações conjuntamente com esta Promotoria de Justiça resultando em apreensões, interdições, ajustes de condutas e ações criminais.
Fique atento, ajude no combate ao comércio irregular de alimentos denunciando pelo telefone 47-32611781
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