11 de março de 2015

MPSC pede garantia de vagas para pessoas com deficiência.

"Com o objetivo de garantir vagas para pessoas com deficiência em concursos públicos destinados ao ingresso na carreira militar, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou uma ação civil pública contra o Estado de Santa Catarina para garantir, liminarmente, o direito de inscrição em igualdade de condições aos participantes.
A medida foi solicitada pelo Promotor de Justiça Daniel Paladino, que atua na 30ªPromotoria de Justiça de Florianópolis, na área da cidadania, após diversas recomendações pela Promotoria para a retificação de editais em concursos públicos anteriores para ingresso na carreira militar do Estado que não reservavam vagas para pessoas com algum tipo de deficiência.
O Estado de Santa Catarina, representado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), alegou que as vagas não eram disponibilizadas pois as funções eram incompatíveis com os candidatos com deficiência, o que foi considerada uma atitude preconceituosa pela Promotoria de Justiça, que alega a falta do direito à igualdade por parte do Estado.
A ausência de vagas em concursos já vinha sendo observada anteriormente. O MPSC também obteve liminares para adequação de certames anteriores, conforme rege a lei. Segundo o entendimento do Superior Tribunal Federal (STF), cabe à Administração Pública assegurar as condições necessárias para que os candidatos com alguma deficiência possam participar de concursos públicos.
Mesmo que as limitações físicas sejam incompatíveis com os exercícios do cargo, o diagnóstico deverá ser feito de forma objetiva, durante os exames competentes ou no curso do estágio probatório, o que não atribui o poder para Administração Pública restringir a participação de pessoas com deficiência nos certames.
De acordo com o descrito na liminar, a indisponibilidade de vagas também fere a Lei n.7853/1989, que dispõe sobre a integração social e apoio às pessoas com deficiência, assim como o Decreto 3.298/1999, que descreve a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência.
Com base nas leis apresentadas pela Promotoria de Justiça, foi requerida a reserva de, no mínimo, 5% das vagas destinadas para concorrentes que possuem deficiência e que as provas e cursos de formação do servidor sejam adaptadas conforme a deficiência do participante.
A ação foi peticionada no dia 5 de março e tramita na 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital (Inquérito Civil n. 06.2014.00012050-0).
Confira a íntegra do pedido liminar ajuizado na ação:
1. Condenar o Estado de Santa Catarina na obrigação de fazer, consistente em compelir a Secretaria de Segurança Pública a determinar a adequação de todos os concursos públicos vindouros, destinados ao ingresso nas carreiras das instituições militares do Estado de Santa Catarina, assegurando-se a todas as pessoas com deficiência o direito de se inscrever em concurso público em igualdade de condições com os demais candidatos, para provimento de cargos cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras (art. 37, caput, do Decreto nº. 3.298/99);
2. Seja reservado aos candidatos com deficiência, no mínimo, o percentual de 5 % (cinco por cento) das vagas em face da classificação obtida, e que, caso a aplicação deste percentual resulte em número fracionado, seja este número elevado até o primeiro número inteiro subsequente, em conformidade com o disposto no art. 37, §§ 1º e 2º, do Decreto nº. 3.298/99;
3. Os editais de concursos públicos destinados ao ingresso nas carreiras das instituições militares do Estado de Santa Catarina contenham a previsão de adaptação das provas e do curso de formação, se existente, conforme a deficiência do candidato (art. 39, incisos II e III, do Decreto nº. 3.298/99)."

5 de março de 2015

ESCOLHIDO NOVO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA

"Sandro José Neis, que foi o mais votado à lista tríplice entregue ao Governador do Estado, foi nomeado como o próximo Procurador-Geral de Justiça, pelo Ato n. 809,  assinado por Raimundo Colombo. O ato foi publicado nesta terça-feira (3/3), logo após o Governador receber do Presidente do Colégio de Procuradores de Justiça, o Procurador-Geral de Justiça, Lio Marcos Marin, a lista tríplice ao cargo de PGJ. Por força constitucional, o Governador do Estado tem 15 dias para nomear o Procurador-Geral de Justiça.
A eleição para a lista tríplice ocorreu na última sexta-feira (27/2), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça. O novo Chefe do Ministério Público de Santa Catarina recebeu 251 votos, Andrey Cunha Amorim, 196 votos, e Francisco de Paula Fernandes Neto, 58 votos.  Participaram do pleito  414 dos 429 Procuradores e Promotores de Justiça aptos a votar.
A posse do novo chefe do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) está programada para 10 de abril.

Quais as funções do Procurador-Geral de Justiça

O Chefe do Ministério Público estadual tem funções administrativas e de execução. Como Órgão de Execução, pode propor ação penal em relação a crimes praticados por Prefeitos, Secretários de Estado, integrantes da Mesa Diretora e da Presidência da Assembleia Legislativa, Juízes de Direito e membros do próprio Ministério Público. Isso acontece porque, na esfera criminal, essas autoridades têm direito a foro por prerrogativa de função (conhecido como foro privilegiado).

É também o Procurador-Geral de Justiça quem pode propor a abertura de inquérito civil ou ajuizar ação civil pública contra o Governador do Estado e os Presidentes da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, Desembargadores e Conselheiros do Tribunal de Contas.

Na área administrativa, propõe a elaboração e execução do orçamento do Ministério Público; a criação, extinção e modificação de cargos; determina a aquisição de bens e serviços; a instauração de processo administrativo ou sindicância, além de aplicar sanções; cria grupos de trabalho; edita normas, coordena, orienta e acompanha o trabalho de unidades subordinadas dentro da Instituição; e firma convênios e termos de cooperação de interesse da Instituição.

Podem concorrer ao cargo Procuradores e Promotores de Justiça com mais de 10 anos de carreira. Seu mandato é de dois anos, em que é possível uma recondução."


Fonte: www.mp.sc.gov.br

3 de fevereiro de 2015

MULTICLICK/PIRÂMIDE FINANCEIRA - DENÚNCIA

Após larga investigação efetuada pela Polícia Civil desta Cidade, a requerimento do Ministério Público, inclusive, com apreensão de bens e valores em dinheiro, seis (06) pessoas restaram denunciadas pelos crimes de Quadrilha - art. 288 "caput" do C.P. e contra a Economia Popular - art. 2º, inc. IX, da Lei n. 1.521/51, por planejarem e participarem de um "esquema piramidal".
O processo criminal segue seus trâmites normais na Vara Criminal desta Comarca.


Como esta Promotoria de Justiça tem recebido dezenas de e-mails perguntando sobre o desfecho da ação civil contra a empresa mencionada, vale esclarecer a existência de uma Ação Civil Pública n. 0909459.35.2013.824.0023 que encontra-se tramitando, em segredo de justiça, na 1ª vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, podendo os consumidores que se acharem lesados, através de advogado, se habilitarem no processo ou manejarem uma ação própria.

2 de fevereiro de 2015

É PRECISO ORDEM NO CALÇADÃO DA CENTRAL DESTA CIDADE

Após investigação efetuada em um Inquérito Civil Público  instaurado nesta Promotoria de Justiça, verificou-se que a municipalidade não vem exercendo seu poder de polícia adequadamente no que diz respeito a utilização de espaço público, por particular, junto ao "calçadão da central" desta Cidade, o que vem ocasionando  prejuízos a acessibilidade e segurança dos moradores da região, turistas e transeuntes.
Ademais, a falta de ordem, contribui para que os frequentadores realizem barulho excessivo, perturbando o sossego de toda a vizinhança.

Desta feita, este órgão ministerial ingressou com uma ação civil pública contra o município de Balneário Camboriú, onde aponta a ineficiência dos serviços do município e o abuso cometido pelos comerciantes, pedindo que:


"A) Seja o Município de Balneário Camboriú compelido liminarmente, a realizar uma fiscalização nos estabelecimentos localizados na extensão do calçadão da Avenida Central, retirando todos os obstáculos, inclusive, mesas, cadeiras e assemelhados que se encontram utilizando espaço público de forma irregular, bem como autuando-os quando verificada tal ilegalidade, até que apresente em juízo a  autorização ou contrato de permissão de uso de bem público, com critérios bem definidos da limitação do espaço a ser utilizado e a quantidade de mesas, cadeiras e assemelhados a serem dispostas por cada estabelecimento;
Seja o município compelido liminarmente a definir passagem  para automóveis que no local circulam, informando com placas, sinais de trânsito e faixa indicativa a delimitação do uso, trazendo assim total segurança para os transeuntes e frequentadores dos estabelecimentos instalados no Calçadão da Central;
..."

21 de janeiro de 2015

AÇÕES CONTRA A EMPRESA DE ÁGUA E SANEAMENTO - EMASA

Continuando na defesa dos consumidores, dentro do que permite a lei e as atribuições desta Promotoria de Justiça, este órgão ministerial ingressou, nesta data, com duas ações civis contra a EMASA - Empresa de Água e Saneamento da Cidade de Balneário Camboriú, pela falta do cumprimento do acordo efetuado com o Ministério Público, em um Inquérito Civil n. 06.2014.00000132-0, a saber:

1. AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER CUMULADA COM DANOS MORAIS COLETIVOS.

PEDIDO LIMINAR: "Que seja, liminarmente, inaudita altera pars, fixado o prazo de 60 (sessenta) dias, para que o executado seja obrigado a cumprir a cláusula nº 01 do Termo de Ajustamento de Conduta firmado nos autos do Inquérito Civil Público n. 06.2014.00000132-0, determinando que o mesmo realize todas as obras indicadas no Ofício/EMASA nº 565/2014, que segue anexo, que foi consubstanciado no parecer técnico elaborado pela AGESAN, quais sejam:
A) Ampliação da Estação de Tratamento de Água, obra que aumentará a capacidade da ETA, podendo tratar até 1.400L/s;
B) Implantação da Adutora de Água Bruta de 800 milímetros, obra que substituirá a adutora existente e aumentará a capacidade de adução, a fim de proporcionar a vazão máxima de tratamento da nova ETA.
Além disso, 
C) - com relação ao sistema de abastecimento de água, realizar, em 10 (dez) dias,  a adequação em todos os parâmetros que foram encontrados em desacordo com as legislações vigentes ( Portaria nr. 2.914/2011 do Ministério da Saúde), principalmente a cor aparente e manganês total para que esses não persistam ao longo do sistema de abastecimento de água e cheguem até os usuários, conforme detectado pela vistoria da AGESAN;
D) - providenciar uma melhoria do tratamento para manter todos os parâmetros de lançamento de efluente tratado, no que diz respeito ao sistema de esgotamento sanitário,  em um prazo de 10 (dez) dias, em acordo com o Decreto estadual n. 14.675/2009,  também conforme detectado pela vistoria da AGESAN;
As obrigações acima devem ser comprovadas documentalmente  por vistoria técnica da AGESAN – Agência Reguladora de serviços e Saneamento Básico de Santa Catarina.

Também liminarmente, inaudita altera pars, que o executado seja compelido ao fornecimento de água tratada, até o final da conclusão da obrigação de fazer, a toda a população do município de Balneário Camboriú, no mínimo, 15 horas por dia, mormente no período de tempo compreendido entre as 07hrs e 23 horas;
III- A citação do Executado, na pessoa de seu representante legal, para que cumpra as obrigações de fazer que assumiu no título executivo extrajudicial (Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta), nos termos do artigo 632 do Código de Processo Civil;
IV- A imposição de multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por dia de atraso no cumprimento da obrigação e da liminar concedida, nos moldes do 645 do Código de Processo Civil;"

PEDIDO FINAL: "ao final, seja o Executado impelido a demonstrar o integral cumprimento das obrigações pactuadas no ajuste de conduta e no relatório de fiscalização realizada pela AGESAN, e seja condenado ao pagamento de danos morais coletivos em valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) ou outro valor a ser arbitrado por Vossa Excelência, na quantia suficiente para desestimular novas agressões e novas práticas lesivas ao consumidor, pelo descumprimento das obrigações assumidas e pelo atual desabastecimento de água que ocasionou mais uma vez uma crise, gerando sofrimento, privação e desassossego a milhares de munícipes consumidores e turistas que pagam em dia a fatura de água. 
Valor esse a ser revertido para o ressarcimento a todas as pessoas que comprovarem administrativamente seus gastos com relação a aquisição de água, através de caminhão pipa, nos períodos compreendidos entre os dias 1º dezembro/2013 a 1º março/2014 e 16 de novembro/2014 até a conclusão total da obrigação de fazer, sendo o restante depositado junto ao Fundo para Reconstituição de Bens lesados (FRBL)."

2 - AÇÃO DE EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE - COM BASE EM TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL.

PEDIDO: " o recebimento da presente execução por quantia certa contra devedor solvente com base em título executivo extrajudicial, determinando-se a citação do Executado para que, no prazo legal, oponha embargos, querendo, sob pena de revelia e, ao final, nos termos do art. 730 do CPC, requisite o pagamento por intermédio do Presidente do Tribunal de Justiça, na ordem de apresentação dos precatórios, o crédito resultante da sentença, acrescido de correção monetária e juros legais;

VALOR DO TITULO PELO DESCUMPRIMENTO DO TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA: R$ 50.402.07.

LEMBRA-SE QUE NO FINAL DO ANO PASSADO, CONFORME POSTAGEM ANTERIOR NO BLOG, ESTA PROMOTORIA JÁ  INGRESSOU COM OUTRA AÇÃO CIVIL PÚBLICA CONTRA A EMASA,  QUE AINDA ENCONTRA-SE EM ANDAMENTO, INCLUSIVE, PENDENTE DE ANÁLISE DA LIMINAR REQUERIDA.

26 de dezembro de 2014

FALTA DE ÁGUA POTÁVEL-PROBLEMA QUE NÃO PODE SE REPETIR

No dia 19 do corrente mês, após verificar que a EMASA não cumpriu o Termo de Ajustamento de Conduta efetuado com o Ministério Público, para realização de vários serviços e execucão de obras que pudessem evitar a falta de abastecimento de água potável, durante a temporada, conforme aconteceu no verão passado, este órgão ministerial, antes de executar o cumprimento do acordado e da multa imposta,  ingressou com uma Ação Civil Pública n. 0142329-89.2014.8.24.005 onde requereu, em liminar, que a aludida empresa disponibilizasse uma central de plantão, 24 horas, exclusiva para atender pedido de abastecimento. Verificado a veracidade do reclamo, imediatamente deveria prestar o serviço de fornecimento de água potável, de forma gratuita, através de "caminhões pipa" por ela contratados, aos consumidores necessitados.
Analisando o pedido, a magistrada decidiu postergar " a análise do pleito à prévia oitiva da parte adversa".

Cabe informar aos consumidores que, pela falta do fornecimento de água potável, adquirirem "caminhão pipa" para o consumo, devem pedir e guardar a nota fiscal do pagamento, que servirá para requerer possível ressarcimento, se desejarem.

Se for identificado cobrança de preço abusivo por parte das empresas que vendem água, através de  "caminhões pipa" ou qualquer outra forma, os consumidores devem realizar o reclamo junto ao PROCON, pelo fone 151 que, identificando o problema, deverá autuar e multar a empresa com base no art. 39 do CDC (Código de Defesa do Consumidor) que considera ilegal a prática de elevar sem justa causa o preço de produtos e serviços. Em tais casos, a empresa também é passível de perder o credenciamento/alvará para a prestação dos serviços e, ainda, seus reponsáveis, responderem por possíveis ilícitos contra a economia popular e ordem tributária.


11 de dezembro de 2014

RECOMENDAÇÃO E FISCALIZAÇÃO - RESTAURANTES E CASAS NOTURNAS DA CIDADE

Através do Inquérito Civil 251/11 instaurado nesta Promotoria de Justiça e, após três anos de fiscalizações, pelo PROCON,  em restaurantes e casas noturnas da Cidade, foram identificadas diversas irregularidades que culminaram na RECOMENDAÇÃO expedida a seguir:

" O MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, com base no art. 127 da Constituição Federal, art. 27, p. único, IV, da Lei nº 8.625/93 (LONMP) e art. 83, XII, da Lei Complementar nº 197/2000 (LOMPSC),  resolve expedir RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL ao Sindicato de Bares e Restaurantes de Balneário Camboriú – SECHOBAR, para que determine aos seus sindicalizados que promovam as  adequações abaixo relacionadas em seus estabelecimentos e a Diretora do PROCON desta Cidade, que determine a fiscalização do total cumprimento da presente recomendação, realizando as medidas administrativas cabíveis em caso de descumprimento, quais sejam:
- Que os estabelecimentos mantenham exposto, na área externa ou junto porta de entrada, exemplar do cardápio em vigência, para que os consumidores tenham acesso aos preços dos produtos e serviços antes de adentrarem nos estabelecimentos;
- Que os preços dos cardápios como a forma de pagamento, sejam impressos de forma clara, ostensiva, atualizada e não rasurada.  Mudando os preços dos produtos e serviços, deve ser reproduzido novo cardápio, não sendo permitido qualquer etiquetamento posterior por cima dos preços originais, a fim de evitar alterações fora do exercício do cardápio;
- Que os cardápios informem de forma clara os ingredientes e as características dos produtos servidos;
- Com relação à taxa de serviço, que a mesma seja exposta na primeira página do cardápio a faculdade pelo seu pagamento, inclusive, com a informação de forma ostensiva no interior do estabelecimento, bem como não seja incluída na nota fiscal sem a anuência do consumidor, mas somente após a concordância deste;
- Somente pode ser cobrado o "couvert" artístico em casas que ofereçam música ao vivo ou alguma outra atividade artística em ambiente fechado e os valores cobrados devem ser afixados, de forma visível, na entrada do estabelecimento, e previamente informados ao consumidor.
- O "couvert" de mesa só poderá ser cobrado se o consumidor for consultado e der seu aceite. Se for deixado à mesa sem o expresso consentimento do consumidor, será considerado oferta gratuita.
- Que os estabelecimentos mantenham cardápio atualizado em BRAILLE, e que o mesmo possa também ser identificado por pessoas não portadoras de deficiência visual;
- Que os estabelecimentos atentem para as condições de informações da moeda corrente nacional, sendo que todo preço deve ser acompanhada do cifrão "R$";
- Que os cardápios contenham o período de vigência, bem como contenham na sua folha de rosto as condições e formas de pagamento;
- Que os estabelecimentos que servem "buffet" mantenham cardápio diário exposto na sua área externa, bem como mantenham nas mesas cardápios de bebidas e demais produtos oferecidos, acompanhados do preço;
- Que as casas noturnas somente cobrem a taxa de serviço quando houver a informação prévia da cobrança, e que seja opcional o pagamento pelo consumidor. Além disso, que seja cobrada somente quando houver serviço singular de atendimento em mezaninos, mesas, etc., sendo vedada a cobrança quando houver somente serviço de bar, no qual o próprio consumidor adquire a bebida no balcão;
- Que as vendas de cigarros sejam realizadas pelos preços de tabela, que deve estar exposta de forma visível ao consumidor;
- Que as casas noturnas tenham a disponibilidade de controle de consumo pelo estabelecimento, bem como pelo consumidor, ou seja, que as comandas ou cartelas de consumo devem ser expedidas em duas vias para que o consumidor possa controlar seus gastos, sendo proibida a cobrança de taxa por perda da comanda, não devendo vir impresso nelas as menções relativas à multas ou taxas abusivas cobradas por ocasião de seu extravio. Da mesma forma é prpibida a consumação mínima;
- Que seja assegurado as pessoas com necessidades especiais a reserva de espaço para facilitar seu atendimento, sem fila ou espera;
- É proibida o uso de cigarros, narguile e afins, inclusive os cigarros eletrônicos, no interior ou em qualquer área coberta do estabelecimento;
- Fica obrigatória a disponibilidade de álcool gel ao consumidor;
- Os estabelecimentos autorizados a disponibilizarem cadeiras e mesas nas areias das praias desta Cidade, para servirem produtos alimentícios, não exijam do consumidor qualquer consumação mínima para seu uso;
- Que seja mantido um exemplar do Código de Defesa do Consumidor de fácil acesso para consulta, bem como seja exposto cartaz informativo a respeito de sua disponibilidade;
- Que os estabelecimentos exponham cartaz informativo do telefone do PROCON, conforme a Lei Municipal nº 2.422/04, ou seja, letra arial 90, caixa alta, contendo a frase "Disque Procon 151";
 Ademais, REQUISITO a apresentação de resposta acerca da concordância no cumprimento da presente recomendação, ante a urgência do caso, em um prazo de 05 (cinco) dias, visto que a inércia pode caracterizar o delito previsto no art. 10 da Lei 7.347/85, tendo em vista ser informação essencial para propositura de Ação Civil Pública.


Balneário Camboriú, 04 de dezembro de 2014


[assinado digitalmente]
Rosan da Rocha
Promotor de Justiça "



2 de dezembro de 2014

SEGURANÇA ALIMENTAR - FISCALIZAÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

Nos dias 26 e 27 de novembro passado, dando sequência ao Programa de Proteção Jurídico-Sanitária dos Consumidores de Produtos de Origem Animal - POA em parceria com as Secretarias de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura - Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola S/C - CIDASC, da Saúde - VISA, da Segurança Pública - P.M., Ministério da Agricultura e do Abastecimento e Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Santa Catarina, foram visitados diversos estabelecimentos desta Cidade.

Os estabelecimentos visitados, além de receberem a devida orientação, estando exercendo alguma prática irregular, foram devidamente autuados e, conforme a gravidade do caso, interditados, inclusive, configurado algum ilícito penal, realizado o devido flagrante.

Há vários anos este órgão ministerial vem realizando o aludido Programa nesta Cidade, sempre exigindo, por parte dos parceiros, o cumprimento integral e correto da legislação, independente de qual seja a empresa ou o proprietário que estiver com suas atividades irregulares, justamente para salvaguardar a saúde da população consumidora.

Através deste Programa, durante estes anos, foram apreendidos centenas de quilos de mercadorias impróprias ao consumo humano, sem origem, vencidas, e até mesmo estragadas, que se encontravam  para serem distribuídas ou já expostos a venda ao consumidor. 

Já foram visitados supermercados, distribuidoras de alimentos, mercados, açougues, peixarias e armazéns, o que trouxe um avanço na qualidade dos produtos de origem animal ofertados ao consumidor desta Cidade.

Todos os estabelecimentos autuados tem o devido processo administrativo legal para exercerem suas defesas, bem como os responsáveis, se denunciados criminalmente, tem o pleno direito em se defender no juízo competente. 

Esta Promotoria de Justiça continuará realizando, anualmente, este Programa, em defesa da qualidade dos produtos de origem animal ofertados a população consumidora desta Cidade.

Também este órgão ministerial vem, através de um Inquérito Civil Público, exigindo do município a implantação do Sistema de Inspeção Municipal - SIM,  que até a presente data não existe na Cidade.

Qualquer irregularidade DENUNCIE.




14 de novembro de 2014

DIREITO DE REUNIÃO PACÍFICA, SEM ARMAS, EM LOCAL PÚBLICO, INDEPENDENTE DE AUTORIZAÇÃO, É GARANTIA CONSTITUCIONAL.


O Juízo da Vara da Fazenda Pública determinou a intimação do Prefeito Edson Renato Dias para se manifestar sobre o requerimento do MPSC em 72 horas. Porém, como o prazo estipulado para a manifestação termina após a data marcada para o evento, o Promotor de Justiça peticionou no sentido de que a liminar seja concedida mesmo antes do posicionamento do Prefeito, já que existe decisão jurisprudencial em tal sentido.

O que chamou a atenção na atitude do Prefeito é que, há três anos, o Poder Público Municipal vem colocando óbice na realização do referido evento, enquanto tantos outros são realizados, inclusive, interditando a Avenida Atlântica. E, ainda mais estranho é que, enquanto este órgão ministerial conversava com o município para ajustar a possibilidade do evento, o Sr. Prefeito Municipal publicou, no início deste mês, um Decreto 75689/2014, proibindo qualquer evento que não seja de iniciativa do município nas vias pública da Cidade, reforçando ainda mais o firme propósito de que não deseja a realização da aludida manifestação.

O objetivo da liminar não é só exatamente o direito de os organizadores realizarem o evento denominado Parada da Diversidade, mas sim o direito de todo cidadão em participar de reunião e manifestações pacíficas,  na forma prevista no art. 5º, inc. XVI da C.F..

Pretende-se garantir, portanto, o direito de reunião de todos aqueles cidadãos que, em qualquer dia, se dispuserem a participar, discutir, criticar e exercer sua liberdade de expressão, pensamento e reunião, desde que de forma pacífica e respeitando o direito daqueles que dela não desejam participar.

A CIDADANIA É O PRINCÍPIO BASILAR DA DEMOCRACIA


12 de novembro de 2014

GARANTIA DE PRÓTESE ADUTIVA AOS PACIENTES DESTA CIDADE

Estado deve zerar lista de espera por prótese auditiva em Balneário Camboriú



Foi deferida pela Justiça a medida liminar requerida por esta Promotoria de Justiça para determinar ao Estado de Santa Catarina que forneça próteses auditivas a todos os pacientes de Balneário Camboriú que aguardam em lista de espera pelo equipamento.

A liminar deferida definiu o prazo de 90 dias para que a fila de espera - que em setembro contava com 233 pacientes, alguns aguardando a mais de um ano - seja atendida, com prioridade para os pacientes idosos.

A ação civil pública que requereu a medida liminar foi ajuizada a partir da representação de uma idosa que aguardava desde março deste ano pela prótese auditiva.

Diante dos fatos apresentados pelo MPSC, a medida liminar foi deferida pelo Juízo da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Balneário Camboriú, que estipulou a multa diária de R$ 5 mil para o caso de descumprimento da determinação. A decisão é passível de recurso.